
Um marco da poesia modernista brasileira, onde a voz de Bandeira se liberta em versos que são pura essência da vida e do cotidiano.
“Libertinagem”, a obra seminal de Manuel Bandeira, marca um ponto de virada na poesia brasileira, consolidando o Modernismo e a voz única de um dos maiores poetas do país. Publicado em 1925, este é o quarto livro de Bandeira e o primeiro a abraçar plenamente os ideais da Semana de Arte Moderna de 1922, da qual o autor foi um precursor e padrinho intelectual.
A coletânea é um convite à "poesia da fala", onde o verso livre e a ausência de rimas rígidas permitem uma expressão fluida e natural. Bandeira demonstra um domínio técnico sutil, criando poemas que soam como conversas íntimas, murmúrios interiores ou comentários perspicazes sobre o cotidiano. A oralidade é a marca registrada, transformando a leitura em uma experiência de confidência lírica, por vezes pontuada por um humor jovial e despretensioso.
Mais do que um livro de poemas, “Libertinagem” é um manifesto estético que desafia as convenções, como ilustrado pela própria capa da primeira edição, que fragmentava o título em uma metáfora visual da liberdade poética. A obra explora temas como a modernidade, a identidade e a existência, convidando o leitor a uma reflexão profunda sobre a vida e a arte, com uma leveza e acessibilidade que desarmam e encantam.
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