
Uma obra pungente que tece com maestria o passado e o presente do Brasil, revelando as feridas que ainda ecoam. - Folha de S.Paulo
Em um Brasil contemporâneo abalado por uma nova pandemia e uma profunda crise política, os ecos de um passado turbulento ressurgem, ameaçando a frágil estabilidade social. É nesse cenário de convulsão que Bernardo Kucinski nos presenteia com "Júlia: Nos campos conflagrados do Senhor", uma obra de ficção que mergulha nas cicatrizes da ditadura civil-militar brasileira.
A protagonista, Júlia, uma bióloga pesquisadora, vê sua vida virar de cabeça para baixo após a morte dos pais. Confrontada com a necessidade de lidar com o legado familiar, ela se vê em meio a um conflito com seus irmãos, Beto e Jair, sobre a venda de bens e, mais profundamente, sobre a verdade oculta por trás de sua própria história.
Enquanto o país se debate entre o presente caótico e as sombras de um regime autoritário, Júlia embarca em uma jornada de descoberta que a leva a desvendar segredos familiares até então desconhecidos. Sua busca pela verdade não é apenas pessoal, mas espelha a própria luta de uma nação para confrontar seu passado e entender as raízes de suas crises atuais. Uma narrativa poderosa sobre memória, resistência e as complexas relações humanas em tempos de incerteza.
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