
Uma teia hipnotizante de mistério e memória, onde Auster nos lembra que as verdades mais profundas são muitas vezes as mais invisíveis. - The New York Times Book Review
Em "Invisível", Paul Auster nos transporta para a efervescente Nova York de 1967, um período marcado pela Guerra Fria e pela crescente oposição ao conflito no Vietnã. É nesse cenário que Adam Walker, um jovem poeta e estudante da Universidade Columbia, se vê enredado em uma teia de mistério e sedução. Quarenta anos depois, Walker rememora os eventos decisivos daquele ano que moldaram irremediavelmente seu destino.
Tudo começa em uma festa, onde Adam conhece o enigmático suíço Rudolf Born, um professor visitante de relações internacionais, e sua deslumbrante e sedutora companheira francesa, Margot. Born, aparentemente fascinado pelo talento de Adam, propõe financiar uma revista literária e ter sua biografia escrita pelo jovem poeta. A oferta, tentadora demais para ser recusada, logo se revela um convite para um jogo perigoso.
À medida que Adam se aprofunda na órbita do casal, a admiração inicial se transforma em uma crescente desconfiança. As intenções de Born, uma mistura de intelecto afiado e uma raiva latente, começam a emergir, revelando um lado sombrio e manipulador. Walker se vê preso em uma relação tumultuada, onde a verdade e a ilusão se confundem, e cada passo pode levá-lo mais fundo em um abismo de segredos e perigos.
"Invisível" é uma exploração magistral da memória, da identidade e das complexas dinâmicas de poder que podem surgir entre indivíduos. Auster tece uma narrativa envolvente que questiona a natureza da percepção e as consequências duradouras de encontros fortuitos, deixando o leitor imerso em uma atmosfera de suspense psicológico e reflexão profunda sobre as escolhas que definem uma vida.
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