
por Umberto Eco
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Uma análise brilhante e indispensável sobre os desafios da interpretação na era contemporânea. - The Times Literary Supplement
Em "Interpretação e Superinterpretação", Umberto Eco, um dos maiores intelectuais de nosso tempo, mergulha nas complexas águas da hermenêutica e da semiótica para desvendar os limites da interpretação textual. A obra, que reúne ensaios e palestras proferidas em um seminário na Universidade Northwestern, é um convite à reflexão sobre como atribuímos significado a textos, obras de arte e até mesmo à própria realidade.
Eco, com sua erudição característica e clareza argumentativa, confronta a ideia de que a interpretação é um processo ilimitado e subjetivo. Ele explora a tensão entre a intenção do autor (intentio auctoris), a intenção do leitor (intentio lectoris) e a intenção do texto em si (intentio operis), argumentando que, embora a liberdade interpretativa seja valiosa, ela deve ser balizada por critérios que respeitem a estrutura e o contexto da obra.
O autor examina casos de "superinterpretação", onde leituras excessivamente criativas ou conspiratórias desvirtuam o sentido original, e defende uma abordagem mais equilibrada que reconheça tanto a riqueza polissêmica dos textos quanto a necessidade de uma "ética da interpretação". Uma leitura essencial para quem busca compreender a fundo os mecanismos da linguagem, da cultura e do pensamento crítico.
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