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Uma análise lúcida e provocadora sobre o futuro da humanidade na era da inteligência artificial, essencial para os curiosos e especialistas. - Revista Filosofia Hoje
Em "Inteligência Artificial (Como ler filosofia)", João de Fernandes Teixeira convida o leitor a uma profunda reflexão sobre a intrínseca e crescente relação entre a humanidade e a tecnologia. A obra explora as complexas implicações filosóficas do avanço vertiginoso da inteligência artificial e da engenharia genética, desafiando nossas concepções sobre o que significa ser humano em um mundo onde as fronteiras entre o orgânico e o artificial se tornam cada vez mais indistintas.
Teixeira mergulha na emergência da era pós-humana, um período marcado pelo surgimento de androides e ciborgues, e questiona a própria essência da identidade humana. Desde a milenar associação do corpo com próteses até a iminente fusão com máquinas, o autor provoca o pensamento crítico sobre os desafios éticos e existenciais que nos aguardam, especialmente quando o código genético se revela binário, espelhando a linguagem dos computadores, e a inteligência pode ser replicada e até superada por criações mecânicas.
Com exemplos instigantes, como a fascinante história do autômato enxadrista de von Kempelen, o livro desmistifica a IA e nos força a confrontar questões fundamentais: será que um dia nos tornaremos meros "parasitas de máquina"? Esta obra é um guia essencial para compreender que a inteligência artificial não é um conceito do passado, mas sim uma revolução em andamento, redefinindo continuamente nossa identidade e nosso lugar no universo.
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