
por Amir Alexander
Uma exploração brilhante e acessível de como uma ideia matemática controversa moldou a história do pensamento ocidental. - Publishers Weekly
Em "Infinitesimal", Amir Alexander desvenda a fascinante e tumultuada história de uma das ideias mais revolucionárias da matemática: o infinitesimal. No século XVII, essa noção, que permitia dividir o contínuo em partes infinitamente pequenas, desafiou não apenas os fundamentos da geometria clássica, mas também as estruturas filosóficas e teológicas que sustentavam a ordem social e religiosa da Europa. Aristóteles havia declarado que "nenhuma coisa contínua é divisível em coisas sem partes", e essa máxima dominava o pensamento ocidental por milênios.
Alexander nos transporta para um período de intensa efervescência intelectual, onde a matemática não era apenas uma ferramenta de cálculo, mas um campo de batalha ideológico. A obra explora a "guerra contra a desordem" travada pelos jesuítas contra os infinitesimais, vistos como uma ameaça à estabilidade do conhecimento e da fé. Paralelamente, acompanhamos a ascensão de figuras como Thomas Hobbes e John Wallis, que, cada um à sua maneira, tentaram conciliar a nova matemática com as visões emergentes de um mundo em transformação.
Este livro não é apenas uma história da matemática; é uma narrativa vibrante sobre como as ideias científicas se entrelaçam com o poder, a política e a religião. Alexander revela como a aceitação ou rejeição do infinitesimal moldou o pensamento moderno, culminando na fundação do cálculo e na redefinição da nossa compreensão do universo. Uma leitura essencial para quem busca entender as raízes intelectuais da modernidade e o impacto profundo que uma única ideia pode ter na civilização.
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