
Um clássico atemporal que disseca as complexidades da identidade racial e social com rara perspicácia. - The Guardian
Na efervescente Nova York da década de 1920, durante o auge do Harlem Renaissance, Nella Larsen nos presenteia com "Identidade" (Passing), uma obra-prima da literatura modernista que mergulha nas complexidades da identidade racial e de gênero. A trama é habilmente contada através dos olhos de Irene Redfield, uma mulher negra de pele clara que, apesar de viver uma vida confortável e respeitável na comunidade negra do Harlem, ocasionalmente se permite "passar" por branca em ambientes segregados para desfrutar de privilégios negados à sua raça.
Sua vida meticulosamente construída é virada de cabeça para baixo com o reencontro inesperado com Clare Kendry, uma amiga de infância que optou por viver permanentemente como uma mulher branca, casada com um homem branco racista que desconhece completamente sua verdadeira origem. O retorno de Clare à vida de Irene desencadeia uma série de eventos que exploram os perigos, as seduções e as consequências psicológicas de "passar" pela linha tênue da identidade racial.
Larsen tece uma narrativa rica em desejo, inveja, traição e a incessante busca por pertencimento, questionando as construções sociais de raça e o alto preço de negar a própria herança. A autora expõe as tensões internas e externas enfrentadas por aqueles que navegam entre dois mundos, revelando a fragilidade das identidades construídas e o impacto devastador da conformidade social. "Identidade" é um estudo profundo sobre a psique humana, as relações interpessoais e as pressões sociais que moldam quem somos, permanecendo incrivelmente relevante para as discussões contemporâneas sobre raça, privilégio e autenticidade.
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