Uma sátira brilhante e um espelho perspicaz da alma portuguesa, que só melhora com o tempo. - Público
Vinte e cinco anos após sua primeira publicação, "Hotel Lusitano" de Rui Zink permanece uma obra atemporal e perspicaz, que continua a nos retratar por inteiro, como um espelho da sociedade portuguesa. O romance, que marcou a estreia do autor, convida o leitor a uma jornada introspectiva e bem-humorada, onde a passagem do tempo e as transformações sociais são observadas com um olhar aguçado e irônico.
Embora os quartos do hotel possam agora ter televisão e um terraço-bar na cobertura, como bem observa Richard Zenith no prefácio, a essência humana e as idiossincrasias que Zink tão brilhantemente captura permanecem inalteradas. O narrador, um escritor em busca de inspiração e de um projeto ambicioso de 160 páginas, nos guia por uma reflexão meta-literária sobre o ato de criar, a busca por identidade e a própria condição de ser português.
Com uma prosa envolvente e cheia de referências culturais, "Hotel Lusitano" é uma sátira inteligente e um romance psicológico que desafia o leitor a se ver nas entrelinhas. Uma leitura obrigatória para quem aprecia a literatura que, mesmo com "rugas de expressão", só ganha mais charme com o tempo.
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