
Uma meditação sombria e poética sobre a existência e a memória. Leones nos entrega um romance de profunda sensibilidade. - O Globo
Em "Hoje está um dia morto", André de Leones nos convida a uma jornada introspectiva por uma cidade que parece existir à margem da própria vida. Descrita como um lugar onde "nada se mexe e, no entanto, tudo parece afundar", a paisagem urbana se torna um espelho para a alma de seus habitantes, mergulhados em uma existência quase acidental. O autor constrói uma atmosfera melancólica e contemplativa, onde a ausência e o vazio são presenças palpáveis.
Através de uma narrativa que flerta com o experimental, o protagonista se propõe a "inventar" e "reinventar" as pessoas e os eventos, buscando um sentido ou uma compreensão em meio à desolação. Este não é um livro sobre grandes acontecimentos, mas sobre a minúcia da percepção, a dor da consciência e a busca por significado em um mundo que se revela indiferente.
Uma obra que desafia o leitor a confrontar a própria noção de realidade e a vaziez que por vezes permeia a vida moderna. Leones tece uma prosa densa e poética, que ressoa com ecos existenciais e convida à reflexão profunda sobre a condição humana e a natureza da memória e da criação.
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