Uma tragédia atemporal que explora a complexa interação entre a virtude humana e a implacável vontade divina. - The Classical Review
Em "Hipólito", Eurípides nos transporta para a Grécia Antiga, onde a devoção excessiva e a hybris humana colidem com a implacável vontade divina. Hipólito, filho de Teseu, é um jovem de pureza inabalável, dedicado à deusa Ártemis e avesso a todo e qualquer amor carnal, recusando-se a cultuar Afrodite. Essa afronta imperdoável desencadeia a fúria da deusa do amor, que decide puni-lo de forma cruel e inescapável.
Afrodite instiga uma paixão proibida e avassaladora no coração de Fedra, a madrasta de Hipólito e esposa de Teseu. Consumida por um desejo que a envergonha e a destrói, Fedra luta contra seus sentimentos, mas a intervenção divina a empurra para um destino trágico. A trama se desenrola em uma espiral de segredos, acusações e mal-entendidos, culminando em uma catástrofe que abala a casa real de Trezene.
A peça explora temas universais como a moralidade, o destino, a justiça divina e as complexidades da paixão humana. Eurípides questiona os limites da virtude e as consequências da arrogância, mesmo quando esta surge de uma pureza de intenções. Uma obra-prima atemporal que continua a ressoar com a audiência moderna, revelando a fragilidade da existência humana diante das forças cósmicas.
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