
Madeline Miller mais uma vez tece uma narrativa mitológica com profundidade psicológica e uma voz feminina inesquecível. - The Guardian
Em "Galateia", Madeline Miller reimagina o mito clássico de Pigmalião e sua criação, a estátua que ganha vida. A história nos apresenta Galateia não como uma musa obediente, mas como uma mulher aprisionada e silenciada por seu criador e "marido". Confinada em uma mansão isolada, sob a vigilância de enfermeiras e médicos, ela é constantemente medicada e controlada, enquanto Pigmalião a molda e remolda, não mais em pedra, mas em espírito.
Com uma prosa lírica e pungente, Miller explora a psique de Galateia, revelando sua luta interna por autonomia e sua memória de uma vida anterior, quando era apenas mármore. A narrativa é um grito por liberdade, uma meditação sobre a opressão e a busca por uma voz própria em um mundo dominado por expectativas masculinas.
Galateia anseia por escapar das mãos de seu mestre e do destino que ele traçou para ela, especialmente para proteger sua filha. Este conto sombrio e cativante é uma poderosa exploração da identidade feminina, do desejo de autodeterminação e das consequências da criação e do controle.
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