
Uma premonição assombrosa que ecoa a tragédia do Titanic, revelando a futilidade da arrogância humana.
Publicado em 1898, catorze anos antes da tragédia do Titanic, "Futilidade" de Morgan Robertson é uma obra notável por sua assombrosa premonição. O romance narra a fatídica viagem inaugural do "Titan", o maior e mais luxuoso navio já construído, considerado inafundável. Com capacidade para milhares de passageiros e uma velocidade sem precedentes, o "Titan" parte em sua jornada transatlântica, carregando consigo a elite da sociedade e a confiança inabalável na engenharia humana.
No entanto, a arrogância e a negligência se provam inimigas implacáveis. Em uma noite gélida de abril, o navio colide com um iceberg no Atlântico Norte, desencadeando uma catástrofe inimaginável. A bordo, o ex-oficial da marinha John Rowland, desgraçado e alcoólatra, encontra-se em meio ao caos, lutando não apenas pela sua sobrevivência, mas também pela de sua filha, que ele acreditava ter perdido.
A narrativa de Robertson é um estudo sombrio sobre a hubris humana e as consequências da fé cega no progresso tecnológico. Mais do que uma história de desastre, "Futilidade" é um conto de advertência, um espelho que reflete as vulnerabilidades da humanidade diante da natureza e do próprio destino, tornando-se um clássico atemporal que continua a fascinar e a provocar reflexão sobre os limites da ambição.
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