
Uma obra-prima que dissecou a fúria e o vazio da modernidade com a genialidade inconfundível de Rushdie. - The New York Times
Em "Fúria", Salman Rushdie nos transporta para uma Nova York efervescente no alvorecer do terceiro milênio, uma cidade onde o dinheiro jorra e a tecnologia dita o ritmo, mas que esconde um abismo de desumanização. Conhecemos Malik Solanka, um professor aposentado de História das Ideias e criador de bonecas, que, aos 55 anos, se vê em uma crise existencial, trocando Londres pela metrópole americana.
Solanka, que se torna uma celebridade com suas bonecas, observa a sociedade com um olhar crítico e melancólico. A narrativa desvenda uma civilização que, como um casino, promete ganhos, mas entrega perdas, onde as pessoas parecem meros autômatos e as criações escapam ao controle de seus criadores. A "fúria" do título ecoa tanto a intensidade da vida moderna quanto a angústia do protagonista diante de um mundo em declínio.
Rushdie tece uma trama rica em alegorias e observações sociais, explorando temas como identidade, poder e a fragilidade da existência humana em meio ao frenesi contemporâneo. É um mergulho profundo na psique de um homem e na alma de uma era, questionando o que significa ser humano quando a própria humanidade parece se desvanecer.
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