
Uma jornada nostálgica e profundamente humana pela infância, que nos faz revisitar nossas próprias memórias com um sorriso e um nó na garganta. - Revista Bula
“Foi um péssimo dia” de Natalia Borges Polesso transporta o leitor para o final dos anos 80, um período de inocência e peculiaridades. Em um Brasil onde crianças passeavam na caçamba e ansiedade era "curada" com chineladas, a autora tece duas histórias que mergulham na transição da infância para a adolescência. Com um olhar sensível e perspicaz, Polesso explora as complexidades de crescer, desde a relação com o irmão mais novo e o possível divórcio dos pais, até as amizades e os dilemas cotidianos, como manejar um tchaku ou o fascínio pela "bala Soft".
Neste universo que mistura o real e o imaginativo, a pequena Natalia confronta inseguranças e descobre que compreender os próprios sentimentos é um processo de tatear no escuro. A narrativa é um convite à introspecção, mostrando como as experiências da juventude moldam a individualidade e a percepção do mundo.
Uma obra que ressoa com a nostalgia de uma época e a universalidade do amadurecimento, revelando a beleza e os desafios de se encontrar em meio às turbulências da vida. É um retrato vívido de uma infância brasileira, repleto de detalhes que evocam memórias e reflexões sobre o que significa crescer e se tornar quem somos.
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