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"Uma obra-prima da literatura brasileira, que captura a alma do Nordeste em um período de profunda transformação." - O Estado de S. Paulo
“Fogo Morto” é uma das obras-primas da literatura brasileira, um romance regionalista que mergulha nas profundezas do Nordeste açucareiro em seu período de decadência. José Lins do Rego tece um painel vívido e melancólico do fim de um ciclo, retratando a transição dolorosa dos antigos engenhos de cana-de-açúcar para as modernas usinas, e as profundas transformações sociais e humanas que acompanham essa mudança.
A narrativa é construída através das vidas entrelaçadas de três figuras inesquecíveis: Mestre José Amaro, o seleiro solitário e orgulhoso, cuja vida é marcada pela tragédia e pela resistência silenciosa; o Coronel Lula de Holanda, o tirânico e decadente senhor de engenho Santa Fé, que personifica a ruína de uma classe; e Capitão Vitorino Carneiro da Cunha, o "papagaio", um justiceiro popular e quixotesco que, com sua retórica inflamada, tenta defender os oprimidos e a velha ordem.
Através de suas histórias, o leitor é transportado para um universo de paixões, injustiças, honra e desespero, onde a paisagem árida e a estrutura social rígida moldam destinos. Lins do Rego explora com maestria a psicologia de seus personagens, revelando suas fraquezas, grandezas e a inevitável colisão com um mundo em mutação. "Fogo Morto" é um retrato pungente da alma nordestina e um testemunho da força e da fragilidade humanas diante das implacáveis marés da história.
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