
Uma obra essencial que reencanta o Brasil e nos convida a uma profunda reflexão sobre nossa identidade e resistência cultural. – O Globo
“Flecha no Tempo” é uma obra profunda e poética que convida o leitor a um mergulho nas raízes da sabedoria ancestral brasileira. Luiz Antonio Simas e Luiz Rufino, com uma linguagem encaboclada e envolvente, propõem uma reflexão sobre o “desencanto” como o verdadeiro oposto da vida, e não a morte. O livro é um chamado vibrante para reencantar o mundo, utilizando as ferramentas da cultura popular, das religiões de matriz africana e do conhecimento indígena como escudos e flechas contra o “carrego colonial” que busca domesticar e normatizar a existência.
Através de textos que evocam a força de orixás, caboclos e entidades, os autores tecem um manifesto de resistência. Eles celebram a vitalidade dos “mortos que vivem valentemente” e lamentam os “vivos que são mortos sem cavalo”, propondo uma “ação macumbada” que desafia discursos empedernidos e busca a liberdade através da palavra e da encantaria. É uma jornada para desassombrar o medo e reafirmar a potência da vida em suas múltiplas manifestações.
A obra é um convite irrecusável a escutar e falar com outras vozes, a gingar e batucar em um ritmo que rompe com o assombro disciplinador. Com “Flecha no Tempo”, Simas e Rufino oferecem um caminho para forjar novas ferramentas de inventar o mundo, onde a sabedoria dos “cumbas” e a astúcia dos caboclos se unem para tecer encantarias libertadoras no precário, fincando uma bandeira de esperança e resistência cultural.
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