
Um mergulho profundo na existência humana, onde a poesia de Drummond ilumina as sombras da vida e da morte com maestria. - Folha de S.Paulo
Publicado em 1954, "Fazendeiro do Ar" é uma das obras mais decisivas de Carlos Drummond de Andrade, um marco na lírica brasileira que sucede o classicismo de "Claro Enigma". Neste conjunto de versos, Drummond se aprofunda na observação da vida e na incessante inquirição sobre o sentido da existência. Com um tom noturno e reflexivo, o livro explora a condição humana diante da efemeridade e da morte, a "indesejada das gentes".
A coletânea apresenta poemas memoráveis como “Viagem de Américo Facó”, “O enterrado vivo” e um pungente ciclo sobre cemitérios, ecoando a tradição de grandes poetas. Drummond emprega formas fixas, como o soneto, para investigar o ciclo vital, a passagem do tempo e as complexidades da alma.
"Fazendeiro do Ar" inicia com o clássico soneto “Habilitação para a noite”, que estabelece a atmosfera densa e contemplativa da obra. É um convite a uma jornada poética que confronta o leitor com as grandes questões da vida, da perda e da busca por significado em um mundo em constante transformação. Uma leitura essencial para quem busca a profundidade e a beleza da poesia drummondiana.
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