
por Charles Bukowski
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Brutalmente honesto e dolorosamente engraçado. Bukowski em sua forma mais essencial.
“Factótum” mergulha na vida desregrada e errante de Henry Chinaski, o alter ego semi-autobiográfico de Charles Bukowski. Acompanhamos Chinaski em sua incessante busca por um sentido — ou talvez apenas por um lugar para beber e escrever — enquanto ele se arrasta por uma série interminável de empregos medíocres e relacionamentos efêmeros nos Estados Unidos dos anos 1940 e 50. De fábricas a escritórios, de hotéis baratos a quartos alugados, cada nova ocupação e cada nova mulher trazem consigo a mesma sensação de futilidade e desilusão.
Com uma prosa crua, direta e desprovida de sentimentalismo, Bukowski pinta um retrato visceral da marginalidade e da alienação. Chinaski é um anti-herói por excelência, um homem que se recusa a se conformar às expectativas sociais, preferindo a liberdade da decadência à prisão da rotina. Sua jornada é um testemunho da resiliência humana, mesmo quando essa resiliência se manifesta na forma de embriaguez e desespero.
Mais do que uma simples narrativa de um perdedor, “Factótum” é uma exploração profunda da condição humana, da busca por autenticidade em um mundo que valoriza a conformidade. É um grito de revolta contra o tédio existencial e uma celebração da vida vivida à margem, com todas as suas imperfeições e belezas brutas. Uma obra essencial para quem busca a literatura sem filtros, que confronta o leitor com a realidade nua e crua.
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