
Brutalmente honesto e dolorosamente real, Bukowski entrega uma obra-prima da literatura underground. - Publishers Weekly
Em "Factótum", Charles Bukowski nos imerge mais uma vez no universo cru e desiludido de seu alter ego, Henry Chinaski. Durante a Segunda Guerra Mundial, Chinaski é declarado inapto para o serviço militar, o que o lança em uma jornada errante pelos Estados Unidos. Sem propósito, emprego fixo ou perspectivas, ele se torna um "factótum" – um faz-tudo – aceitando bicos e trabalhos degradantes que mal garantem sua subsistência.
Acompanhamos Chinaski em sua odisseia por hotéis baratos, bares enfumaçados e quartos alugados, onde a única constante é a busca por álcool, mulheres e, acima de tudo, a liberdade para escrever. Sua vida é um mosaico de encontros efêmeros, brigas e reflexões cínicas sobre a condição humana e a futilidade da existência. Bukowski, com sua prosa direta e sem rodeios, pinta um retrato visceral da América marginalizada, expondo a hipocrisia social e a desesperança de quem vive à margem.
Mais que uma narrativa de sobrevivência, "Factótum" é uma meditação sobre a busca por significado em um mundo indiferente. Chinaski, apesar da aparente apatia, é um observador perspicaz, cuja voz ressoa com honestidade brutal. Este romance é um testemunho da resiliência do espírito humano e da paixão inabalável pela arte, mesmo nas circunstâncias mais adversas, oferecendo uma leitura autêntica e provocadora.
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