
"Este livro, tônico e irônico, é um salutar antídoto à 'idiotia triunfante e bem pensante' do novo Febeapá." - Michael Löwy
Em "Extinção", Paulo Arantes, um dos mais incisivos filósofos brasileiros, entrega uma crítica radical e sem concessões ao mundo contemporâneo. Com a acidez e a profundidade que lhe são características, Arantes desvenda as "novidades ruins" que moldam nossa realidade, como o ressurgimento da Acumulação Primitiva e a reconquista colonial, expondo as formas arcaicas de exploração e dominação que persistem e se reinventam.
A obra mergulha nas complexidades do cenário político e social brasileiro, questionando a capacidade de resistência dos oprimidos diante de um sistema que ele descreve como uma "máquina capitalista de moer". O autor provoca o leitor a refletir sobre a capitulação de forças que deveriam representar os interesses populares e a "idiotia triunfante" que permeia o discurso público.
Inspirado pelo imperativo marxista da "crítica impiedosa de tudo que existe" e pela visão de Walter Benjamin sobre o estado de exceção, "Extinção" é um convite urgente à reflexão e à ação. É um antídoto intelectual para os tempos atuais, oferecendo uma análise perspicaz e um chamado à construção de um verdadeiro estado de emergência contra as injustiças.
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