
Uma obra-prima atemporal que desvenda a alma russa com lirismo e profundidade psicológica, um marco da literatura mundial. - The Literary Review
“Evguiêni Oniéguin” é a obra-prima de Aleksandr Púchkin, um “romance em versos” que captura a essência da sociedade russa do século XIX com uma profundidade psicológica e lirismo inigualáveis. A narrativa acompanha Evguêni Oniéguin, um jovem dândi de São Petersburgo, rico e entediado, que se muda para o campo após herdar uma propriedade. Sua vida, marcada pela superficialidade e pelo cinismo, é abalada ao conhecer a família Lárin.
No campo, Oniéguin encontra Tatiana Lárina, uma jovem sonhadora e sensível, que se apaixona perdidamente por ele e lhe escreve uma carta apaixonada. Contudo, Oniéguin, em sua frieza e desilusão com o mundo, a rejeita de forma condescendente. As consequências dessa rejeição e de um trágico duelo com seu amigo Lénski, provocado por um flerte inconsequente, reverberam por toda a sua vida, levando-o a uma jornada de arrependimento e autodescoberta.
Anos depois, Oniéguin reencontra Tatiana, agora uma mulher madura e casada, transformada pela vida e pela sociedade. Ele, por sua vez, experimenta um amor avassalador e tardio por ela, mas a situação se inverte. A obra é uma meditação profunda sobre o amor, a honra, o destino e a busca por significado em uma existência muitas vezes vazia, tudo isso embalado pela maestria poética de Púchkin, que tece um retrato vívido da alma russa.
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