Uma exploração magistral da justiça e da transição civilizatória. - The Classical Review
“Eumênides” é a poderosa conclusão da trilogia “Oresteia” de Ésquilo, uma das maiores obras do teatro grego antigo. A peça mergulha no clímax da saga de Orestes, que, após assassinar sua mãe Clitemnestra para vingar a morte de seu pai Agamêmnon, é implacavelmente perseguido pelas Fúrias – divindades arcaicas da vingança.
Desesperado e atormentado, Orestes busca refúgio no templo de Apolo em Delfos, que o aconselha a ir a Atenas e submeter-se ao julgamento da deusa Atena. Na Acrópole, Atena institui o Areópago, o primeiro tribunal de justiça da história, para julgar o matricídio de Orestes. A peça explora o tenso embate entre a lei antiga do "olho por olho", representada pelas Fúrias, e a nova ordem de justiça cívica e racional, defendida por Apolo e Atena.
Esta tragédia monumental não apenas narra um mito fundamental, mas também reflete a transição crucial da sociedade grega de um sistema de vingança tribal para um de justiça legal e institucional. Ésquilo tece uma narrativa profunda sobre culpa, redenção, a fundação da lei e o papel dos deuses e dos homens na busca pela ordem e pela paz social. Uma obra atemporal que continua a ressoar com questões de moralidade e governança.
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