
Balzac, um observador genial, revela as profundezas da alma humana e a implacável influência do dinheiro na sociedade do século XIX. - Le Figaro
Em "Eugénie Grandet", Honoré de Balzac nos transporta para a provinciana Saumur, no século XIX, onde a vida gira em torno da riqueza e das convenções sociais. A jovem Eugénie, de coração puro e ingênuo, é a única herdeira do avarento Félix Grandet, um ex-tanoeiro que, com astúcia e implacável ambição, acumulou uma fortuna imensa após a Revolução Francesa. Sua riqueza faz de Eugénie o partido mais cobiçado da região, atraindo pretendentes mais interessados em seu dote do que em seu amor.
A monotonia da vida de Eugénie é quebrada pela chegada inesperada de seu primo, Charles Grandet, um jovem parisiense elegante e mimado, recém-órfão e arruinado. Entre os dois nasce um amor ardente e proibido, que colide violentamente com a tirania e a mesquinhez de seu pai, o Sr. Grandet, cuja obsessão por dinheiro supera qualquer laço familiar ou afeto. A história de amor de Eugénie e Charles se desenrola em meio a sacrifícios, desilusões e a dura realidade de uma sociedade onde o capital dita o destino.
Balzac, com sua maestria inigualável, tece um retrato vívido da França pós-revolucionária, explorando temas atemporais como a ascensão da burguesia, o declínio da nobreza, a onipotência corruptora do dinheiro e as complexas relações humanas moldadas pela ambição e pela avareza. Uma profunda análise psicológica e um estudo implacável sobre a natureza humana e os valores de uma época.
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