
por Maryse Condé
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Uma obra-prima que resgata a voz de uma mulher esquecida pela história, revelando a brutalidade da escravidão e a força inabalável do espírito humano. — Le Monde
“Eu, Tituba: Bruxa negra de Salem” é a poderosa e comovente reimaginação da vida de Tituba, uma figura histórica marginalizada e silenciada, trazida à luz pela genialidade de Maryse Condé, vencedora do New Academy Prize 2018. Nascida escravizada em Barbados no século XVII, Tituba é uma mulher negra que, após testemunhar a brutalidade da escravidão e a perda de sua mãe, é vendida e levada para a puritana e opressora Salem, Massachusetts.
Lá, sua sabedoria ancestral e suas práticas de cura, herdadas de sua linhagem africana, são distorcidas e usadas contra ela, culminando em sua acusação como bruxa durante os infames julgamentos de Salem. Condé dá voz a Tituba, permitindo que ela narre sua própria história de resiliência, resistência e a busca por dignidade em um mundo que a via apenas como propriedade e ameaça.
Este romance não é apenas um resgate histórico, mas uma profunda reflexão sobre racismo, sexismo, colonialismo e a persistência da fé e da identidade em face da opressão. Através dos olhos de Tituba, o leitor é convidado a confrontar as injustiças do passado e a reconhecer os ecos dessas lutas no presente, em uma narrativa que desafia as versões oficiais da história e celebra a força indomável do espírito humano.
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