
Uma meditação poética sobre a alteridade e a memória, que ressoa muito depois da última página. - Folha de São Paulo
Nesta obra tocante, somos convidados a revisitar as memórias de infância do narrador, que se debruça sobre três figuras singulares de sua pequena cidade: Lilita, a mulher misteriosa que se cobria dos pés à cabeça; Cafezinho, o mendigo silencioso com seu pedido constante; e Alberto David, o poeta melancólico. Através dos olhos curiosos de uma criança, o autor tece um retrato sensível e profundo desses personagens marginalizados, que, apesar de incompreendidos pela maioria, despertam uma fascinação ímpar no jovem observador.
A narrativa explora a complexidade da condição humana e a forma como a alteridade pode moldar nossa percepção do mundo. Cada encontro com essas figuras enigmáticas se torna um momento de aprendizado e reflexão, revelando as camadas ocultas de suas existências e o impacto duradouro que deixam na memória de quem os observa. É uma jornada introspectiva sobre a empatia, a solidão e a busca por significado nas peculiaridades do cotidiano.
A obra é um convite à contemplação, um espelho que reflete as nuances da vida em comunidade e a riqueza das histórias não contadas. Com uma prosa envolvente e um olhar perspicaz, o livro nos lembra da beleza e da dor presentes naqueles que vivem à margem, e como suas presenças, muitas vezes silenciosas, podem ressoar profundamente em nossa própria formação.
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