
Uma imersão vertiginosa na psique humana, onde a realidade se dissolve em um fluxo de consciência brilhante e perturbador. – Folha de S.Paulo
Em "Estorvo", Chico Buarque nos imerge na mente labiríntica de um protagonista anônimo, que acorda para um dia de absurda desorientação e paranoia. Desde a figura enigmática à sua porta até os encontros bizarros pelas ruas de um Rio de Janeiro caótico, o personagem é arrastado por uma espiral de eventos sem sentido aparente. A narrativa, em um fluxo de consciência hipnotizante, revela um homem em constante fuga, confrontado por memórias fragmentadas e uma realidade que parece desmoronar a cada passo.
O leitor é convidado a testemunhar a jornada de um indivíduo que se sente um "estorvo" para si mesmo e para o mundo, lutando para decifrar a própria identidade em meio a um turbilhão de acontecimentos. A prosa de Buarque é afiada e poética, transformando a angústia existencial em uma experiência literária visceral. Uma obra-prima que questiona a sanidade, a percepção e o lugar do homem na sociedade contemporânea.
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