
Uma análise incisiva e perturbadora sobre os fundamentos do poder e a fragilidade da lei na modernidade. Essencial para compreender a política contemporânea. - Le Monde Diplomatique
Em "Estado de Exceção", Giorgio Agamben investiga a complexa e perigosa intersecção entre direito, política e soberania, desvendando como a suspensão da ordem legal se tornou um paradigma central do governo moderno. O autor mergulha nas raízes históricas e filosóficas desse conceito, desde a Roma Antiga, com o "iustitium", até os regimes totalitários do século XX e sua persistência nas democracias contemporâneas, onde a emergência se torna uma regra.
Agamben analisa criticamente a figura do "estado de exceção" como um espaço liminar onde a lei é suspensa, mas não abolida, permitindo que o poder soberano atue fora das normas jurídicas. Dialogando com pensadores como Carl Schmitt, ele questiona a capacidade do direito de conter o poder quando este se arroga a prerrogativa de decidir sobre a exceção, erodindo as garantias constitucionais e transformando a vida política.
Parte integrante da aclamada série "Homo Sacer", este volume é uma obra fundamental para compreender as dinâmicas do poder e da biopolítica em nosso tempo. "Estado de Exceção" provoca uma reflexão profunda sobre a natureza da ordem jurídica, a fragilidade dos direitos individuais e as implicações éticas e políticas de um estado onde a distinção entre lei e violência se torna tênue, sendo uma leitura essencial para qualquer um interessado nos fundamentos da política e da filosofia contemporânea.
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