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Uma análise histórica rigorosa e fundamental para entender as contradições da formação do Brasil. - Revista Brasileira de História
“Escravidão e Cidadania no Brasil Monárquico”, de Hebe Maria Mattos, mergulha na complexa e paradoxal relação entre a cidadania emergente e a persistência da escravidão no Brasil do século XIX. A obra explora como a Constituição de 1824, que delineava os direitos e deveres dos cidadãos, coexistia com uma das maiores populações escravas das Américas e uma vasta população livre afrodescendente.
A autora desvenda o significado desses direitos e deveres para os libertos e descendentes de africanos em um período crucial, quando a noção moderna de raça começava a se consolidar no Ocidente. Mattos questiona a aparente contradição de uma monarquia constitucional liberal que, em teoria, considerava todos os homens livres e iguais, mas mantinha a escravidão intacta.
Este estudo essencial ilumina as tensões sociais e políticas da época, oferecendo uma análise profunda sobre as raízes históricas das desigualdades raciais e sociais no Brasil. É uma leitura indispensável para compreender a formação da identidade nacional e os desafios da inclusão e da justiça em um país marcado por seu passado escravista.
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