
Uma distopia assustadoramente plausível que questiona os limites da maternidade e do controle social. – The Washington Post
Em um futuro não tão distante, a maternidade é uma performance pública e qualquer desvio das normas pode ter consequências aterrorizantes. "Escola para Boas Mães" nos apresenta Frida, uma mãe que, em um momento de exaustão e desatenção, comete um erro que a leva a ser denunciada. Sua filha, Harriet, é retirada de sua custódia, e Frida é forçada a ingressar em uma instituição governamental sinistra, a Escola para Boas Mães, onde mulheres são reeducadas para se tornarem as mães perfeitas que a sociedade exige.
Neste ambiente opressor, onde cada gesto é monitorado e a individualidade é suprimida em nome da conformidade, Frida se vê em uma luta desesperada para provar seu amor e recuperar sua filha. O romance de Jessamine Chan é uma exploração visceral dos limites da intervenção estatal na vida privada, da pressão implacável sobre as mulheres e do que realmente significa ser uma "boa mãe" em um mundo que tenta definir cada aspecto da existência.
Com uma narrativa envolvente e perturbadora, a obra questiona a natureza do cuidado, da autonomia feminina e da liberdade em uma sociedade que busca controlar até mesmo os laços mais íntimos. É uma leitura angustiante e profundamente reflexiva, que espelha as expectativas e julgamentos impostos às mães na contemporaneidade, convidando o leitor a ponderar sobre o verdadeiro significado do amor parental.
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