
Uma saga histórica envolvente que expõe as complexidades do colonialismo e do coração humano. - Jornal de Letras
Transportando o leitor para o início do século XX, "Equador" mergulha na vida de Luís Bernardo Valença, um dândi lisboeta e empresário do chá, cuja existência de luxo e conveniência é subitamente virada de cabeça para baixo. Em 1905, ele é inesperadamente nomeado governador de São Tomé e Príncipe, uma colônia portuguesa no Golfo da Guiné, com a missão crucial de investigar as denúncias de escravatura nas plantações de cacau, que ameaçam o prestígio internacional de Portugal.
Longe da opulência europeia, Luís Bernardo confronta uma realidade brutal e complexa. Entre a beleza exótica da ilha e a crueldade intrínseca do sistema colonial, ele se vê dividido entre o dever e a paixão, a moralidade e a conveniência. Sua jornada é um mergulho profundo nas contradições humanas e sociais, onde o amor proibido, a corrupção política e a luta por justiça se entrelaçam de forma inexorável.
Miguel Sousa Tavares tece uma narrativa envolvente, rica em detalhes históricos e psicológicos, que explora os dilemas de um homem em busca de propósito em um mundo em transformação. "Equador" é um romance épico sobre o colonialismo, a identidade e a busca incessante por um lugar no mundo, onde a linha do Equador não é apenas geográfica, mas também uma fronteira simbólica entre civilizações e paixões.
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