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"Uma meditação poética e comovente sobre a memória, a perda e os laços indeléveis da maternidade." - O Globo
Em "É sempre a hora da nossa morte amém", Mariana Salomão Carrara nos imerge em um diálogo pungente e onírico entre Aurora e Rosa, duas mulheres cujas realidades se entrelaçam e se chocam. Aurora, uma figura enigmática, insiste em uma memória dolorosa e persistente: a de ter tido uma filha, Camila, que agora está morta. Rosa, por sua vez, tenta ancorar Aurora na realidade, questionando a veracidade de suas lembranças e a natureza de sua dor.
A narrativa se desenrola como um quebra-cabeça emocional, onde a linha entre o que é real e o que é fruto da mente se torna tênue. A cada troca de palavras, o leitor é convidado a mergulhar nas profundezas da memória, do luto e da identidade. É uma exploração delicada e, ao mesmo tempo, visceral sobre como lidamos com a perda e como as histórias que contamos a nós mesmos moldam nossa existência.
Carrara constrói uma atmosfera de intimidade e estranhamento, onde a repetição e a insistência nas palavras de Aurora revelam a força de um amor materno que transcende a própria morte. Uma obra que questiona a natureza da verdade e a resiliência do espírito humano diante da ausência, convidando à reflexão sobre a complexidade da mente e do coração.
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