
Uma teia de aranha narrativa que envolve o leitor do começo ao fim, onde a verdade e a mentira dançam em um balé complexo.
Em "E Jimmy foi ao arco-íris", J. M. Simmel tece um thriller psicológico envolvente que mergulha nas profundezas da verdade e da ilusão em um mundo pós-guerra. A trama se inicia com o misterioso envenenamento do pesquisador argentino Raphaelo Aranda, seguido pelo chocante suicídio da livreira Valerie Steinfeld, eventos que ecoam pelas ruas de Viena.
Seu filho, Manuel Aranda, embarca em uma jornada para a Europa em busca de respostas, onde seu caminho se cruza com Irene, a sobrinha de Valerie. Em meio a um cenário de luxo e ainda marcado pelas cicatrizes da guerra, Manuel e Irene se veem arrastados para uma perigosa teia de intrigas e conspirações internacionais. Serviços secretos rivais disputam segredos, e a vida de ambos é ameaçada enquanto tentam desvendar a complexa verdade por trás dos eventos iniciais.
Simmel, mestre da literatura policial, constrói uma narrativa labiríntica onde cada detalhe é uma peça de um quebra-cabeça maior, desafiando o leitor a distinguir entre o real e o fabricado. Uma história que questiona a própria natureza da felicidade, da paz e da decência, representadas metaforicamente pelo inatingível arco-íris.
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