
Uma narrativa envolvente que captura a essência de um momento histórico com sagacidade e humanidade. - Jornal de Letras
Em "Dona Pura e os Camaradas de Abril", Germano Almeida, vencedor do Prêmio Camões 2018, nos transporta para a Lisboa efervescente de 1974, no alvorecer da Revolução dos Cravos. Acompanhamos um jovem estudante cabo-verdiano de Direito que, após uma noite de jogos de cartas que o deixou sem a bolsa da Gulbenkian, acorda para a notícia que mudaria Portugal para sempre.
Movido pela curiosidade e pelo ideal de liberdade, ele se lança às ruas de Campo de Ourique, buscando a revolução que, para sua surpresa, não se manifesta de forma óbvia. A narrativa, rica em detalhes e com um toque de ironia, explora a desorientação e as expectativas de um jovem estrangeiro diante de um evento histórico monumental, que abalaria não só a nação portuguesa, mas também as vidas de uma miríade de personagens.
Almeida tece uma tapeçaria social e política, onde o pessoal se entrelaça com o histórico. Através dos olhos do protagonista, o leitor é convidado a refletir sobre a natureza da mudança, a busca por identidade em meio ao caos e as complexas relações humanas que emergem em tempos de transformação. Uma obra que celebra a vida, a história e a capacidade humana de se adaptar e encontrar significado.
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