
Uma obra tocante e profundamente humana sobre a passagem do tempo e a delicadeza da velhice. - Folha de S.Paulo
Em "Dona Lola", Maria José Dupré nos transporta para o universo íntimo de uma pensão de irmãs, onde a vida segue um ritmo próprio, marcado pela rotina e pela passagem do tempo. A narrativa se inicia com a preocupação de Isabel e D. Genu com a saúde frágil de D. Prudencinha, uma das moradoras mais antigas, cuja idade avançada já não permite mais o mesmo vigor.
Acompanhamos o dia a dia de D. Prudencinha e sua irmã mais nova, D. Tututa, que, com devoção, cuida dos detalhes da vida da irmã. Desde o café da manhã, onde D. Prudencinha, já debilitada, derrama leite e mastiga torradas com dificuldade, até os momentos de oração na capela e o silêncio dos quartos, o livro pinta um retrato sensível da velhice, da dependência e da inabalável ligação familiar.
Com uma prosa delicada e observadora, Dupré explora a melancolia e a serenidade que permeiam a existência dessas mulheres, revelando a beleza e a dignidade encontradas na simplicidade e na aceitação do ciclo da vida. É uma obra que convida à reflexão sobre a passagem do tempo, a memória e os laços humanos que persistem diante da fragilidade.
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