
Uma alegoria poderosa sobre a luta entre civilização e barbárie na alma da América Latina. - El País
Dona Bárbara é um dos pilares da literatura latino-americana, uma obra-prima do escritor venezuelano Rómulo Gallegos que mergulha nas profundezas da savana llanera. A trama gira em torno do embate entre a civilização e a barbárie, personificadas em seus protagonistas. Santos Luzardo, um jovem advogado idealista, retorna à sua fazenda Altamira, nos vastos e indomáveis llanos, determinado a restaurar a ordem e a justiça.
Ele se depara com Dona Bárbara, a "devoradora de homens", uma mulher poderosa e mística que, através de sua beleza, astúcia e práticas obscuras, acumulou vastas terras e exerce um domínio tirânico sobre a região. Sua figura representa a força bruta da natureza selvagem e a corrupção. O conflito entre Santos e Bárbara não é apenas uma disputa por terras, mas um choque de ideologias: a lei e o progresso contra a anarquia e a superstição.
Neste cenário de paixões intensas e paisagens grandiosas, o romance explora temas como a luta pela posse da terra, a identidade nacional venezuelana e a complexa relação entre o homem e o ambiente hostil. Gallegos tece uma narrativa rica em simbolismo, onde a própria natureza dos llanos se torna um personagem vital, moldando o destino de todos. Uma leitura essencial para compreender a alma da América Latina e a eterna batalha entre o bem e o mal, a razão e o instinto.
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