
Uma análise atemporal e rigorosa sobre a natureza do poder e a fundação da ordem social. - The Philosophical Review
“Do Cidadão” (De Cive), de Thomas Hobbes, é uma obra seminal da filosofia política moderna, escrita em um período de intensa turbulência na Inglaterra do século XVII. Publicado originalmente em 1642, este tratado explora as bases da sociedade civil e a necessidade de um poder soberano para evitar o caos inerente ao "estado de natureza". Hobbes argumenta que, para garantir a paz e a segurança, os indivíduos devem ceder parte de sua liberdade a um governo forte, preferencialmente uma monarquia, que detenha o direito de interpretar as Escrituras e presidir o culto, unificando Igreja e Estado sob uma única autoridade.
Nesta obra, o filósofo inglês lança as sementes de sua teoria do contrato social, que seria mais tarde aprofundada em seu célebre "Leviatã". Ele desafia as noções tradicionais de poder divino, postulando que a legitimidade do monarca deriva não de Deus, mas da capacidade de manter a ordem e proteger os cidadãos.
Uma leitura essencial para estudantes e entusiastas da política e do direito, "Do Cidadão" oferece uma análise rigorosa sobre a natureza humana, a origem do Estado e os fundamentos da autoridade, provocando reflexões profundas sobre os limites da liberdade individual e a estrutura do poder. A visão de Hobbes, embora controversa, permanece fundamental para a compreensão das teorias políticas ocidentais e dos dilemas perenes da governança.
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