
Uma análise implacável e essencial sobre a natureza do poder e a necessidade da ordem social.
Em "Do Cidadão", Thomas Hobbes, um dos pilares do pensamento político moderno, mergulha nas profundezas da natureza humana e da sociedade para desvendar os fundamentos da ordem civil. Publicada em 1642, esta obra seminal precede seu mais famoso "Leviatã", mas já estabelece as bases de sua filosofia contratualista, explorando os deveres dos homens enquanto indivíduos, súditos e cristãos.
Hobbes argumenta que, sem um poder soberano forte, a humanidade estaria condenada a um "estado de natureza" de guerra de todos contra todos. Ele examina a Lei Natural, a origem da justiça e a necessidade de um governo absoluto para garantir a paz e a segurança. A obra não apenas disseca a estrutura da autoridade política, mas também aborda a relação entre fé e razão, e o papel da religião na manutenção da estabilidade social.
Com uma clareza e rigor argumentativo notáveis, "Do Cidadão" é um convite à reflexão sobre os dilemas perenes da convivência humana, a legitimidade do poder e a busca por um equilíbrio entre liberdade individual e autoridade coletiva. Uma leitura indispensável para compreender as raízes do pensamento político ocidental e os desafios da governança.
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