
Uma imersão profunda na alma humana, tecida com a mestria linguística inconfundível de Lobo Antunes. - Jornal de Letras
Em "Diccionario da Linguagem das Flores", António Lobo Antunes nos mergulha na mente de um jovem recém-saído do serviço militar, que busca um novo rumo na Lisboa pós-revolucionária. Ambientado nas Pedralvas, um bairro de contrastes e memórias, o protagonista encontra emprego numa oficina de automóveis, mas é na solidão do seu quarto alugado e nas interações com a enigmática senhoria que a verdadeira jornada se desenrola.
Com a prosa labiríntica e hipnótica que caracteriza o autor, a narrativa desvenda as camadas da memória, da identidade e da condição humana. O título, aparentemente delicado, serve como uma metáfora para as complexas e muitas vezes inexpressas emoções que permeiam as relações humanas e a paisagem urbana.
Lobo Antunes constrói um universo onde o passado e o presente se entrelaçam, e onde a busca por significado se manifesta em cada detalhe, em cada silêncio e em cada palavra não dita. Uma obra que convida à introspecção e à contemplação da fragilidade e da beleza da existência.
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