
Uma visão sombria e visceral do futuro da humanidade, onde os verdadeiros demônios são revelados em sua forma mais perturbadora. - Crítica Literária
Em um futuro distópico e sombrio, o ano de 2184 marca uma era de decadência para a humanidade. Ezequiel, um homem afogado em seus próprios vícios, é rudemente despertado por uma tênue 'Chispa' que mal ilumina seu apartamento, mas que, ironicamente, não é tão eficaz quanto o zumbido insistente das moscas em tirá-lo do sono profundo. Este é o cenário de "Demônios Não Choram", onde a realidade se mostra mais perturbadora do que qualquer pesadelo.
A obra de Samuel Cardeal mergulha em um universo onde a citação de William Shakespeare, "O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui", ganha um significado literal e aterrorizante. Os demônios não são apenas entidades sobrenaturais, mas reflexos da própria corrupção e desespero que corroem a sociedade. A narrativa promete uma jornada intensa por uma civilização em ruínas, onde a luta pela sobrevivência se mistura com questionamentos profundos sobre a moralidade, o poder e a verdadeira natureza da existência.
Prepare-se para uma aventura que desafia os limites da ficção científica e da fantasia sombria, explorando um futuro onde a linha entre o bem e o mal é tênue e a esperança é um luxo raro. Cardeal constrói um universo envolvente, repleto de mistérios e reflexões sobre o que realmente significa ser humano quando os próprios demônios habitam entre nós, forçando os personagens a confrontar suas próprias sombras em um mundo sem redenção aparente.
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