
Um documento revolucionário que ecoa através dos séculos, desafiando a própria fundação da igualdade. - Le Monde
Em 1791, em meio à efervescência da Revolução Francesa, Olympe de Gouges, uma humanista visionária, ousou questionar a exclusão feminina dos ideais de liberdade e igualdade. Sua "Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã" surge como uma resposta contundente e crítica à "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", expondo a hipocrisia de uma revolução que prometia universalidade, mas relegava as mulheres à invisibilidade política e social.
Com um tom polêmico e interpelativo, Gouges não apenas reescreve o texto original, substituindo "Homem" por "Mulher", mas também reformula artigos e adiciona elementos que demonstram que a nação é intrinsecamente bissexuada e que a diferença sexual não pode ser um pretexto para a exclusão. Ela convoca as mulheres a despertarem para sua própria condição, desafiando a apatia e a submissão impostas, e a reivindicarem seu lugar de direito na esfera pública.
Esta obra seminal, que culminou na trágica execução de Olympe de Gouges em 1793 por suas posições audaciosas, é um marco fundamental na história do feminismo. Publicada em português pela Nova Delphi, esta edição celebra não apenas a coragem de uma mulher à frente de seu tempo, mas também a relevância perene de suas ideias na luta contínua pela igualdade de gênero e pelos direitos humanos universais. Um convite à reflexão sobre a cidadania plena e a participação feminina na construção de um mundo mais justo.
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