
Uma exploração visceral da dor e da existência, que ecoa Camus em sua profundidade. - Jornal da Literatura
“Crocodilo” mergulha nas profundezas da dor e do desespero que assolam um pai após a trágica notícia do suicídio de seu filho, Pedro. Em um instante devastador, a vida do protagonista é virada de cabeça para baixo, forçando-o a confrontar a brutalidade da perda e a busca incessante por respostas em meio ao caos emocional. A narrativa se desenrola a partir do “Dia Zero”, o momento do choque, e acompanha os dias subsequentes de luto e reflexão.
Com uma epígrafe impactante de Albert Camus, “Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio”, o livro estabelece desde o início um tom existencialista e introspectivo. O pai, dilacerado pela ausência e pela incompreensão, embarca em uma jornada interna para desvendar os mistérios por trás da decisão de Pedro, questionando a natureza da dor, da vida e da morte.
Javier A. Contreras constrói uma obra poderosa que explora a fragilidade da existência humana e o impacto sísmico do suicídio em uma família. É um retrato cru e honesto do luto, da culpa e da incessante busca por sentido em um mundo que, de repente, parece ter perdido sua lógica. Uma leitura intensa e comovente que ressoa com questões universais sobre a condição humana.
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