
Uma obra-prima da ironia e da análise psicológica, que dissecou a sociedade e a alma humana com uma acidez incomparável. - Crítica Literária
Coração, Cabeça e Estômago é uma obra-prima da literatura portuguesa, escrita por Camilo Castelo Branco em 1862. O romance narra a trajetória de Silvestre da Silva, um jovem idealista e sonhador, mas também profundamente cínico e hedonista, que se vê constantemente dividido entre os impulsos de seu coração (amor romântico e idealismo), sua cabeça (razão e intelecto) e seu estômago (desejos carnais e ambições materiais).
Através de uma série de desventuras amorosas e sociais, Silvestre transita por diferentes camadas da sociedade portuguesa do século XIX, expondo a hipocrisia, as convenções e os vícios da época. Com uma prosa rica em ironia e sarcasmo, Camilo Castelo Branco constrói um protagonista complexo, que reflete as contradições humanas e a busca incessante por um sentido em meio à desilusão.
Este romance psicológico e satírico é uma análise mordaz da alma humana e das relações sociais, oferecendo uma visão crítica e, por vezes, melancólica sobre a natureza do amor, da moralidade e da existência. Uma leitura essencial para quem busca profundidade e um olhar perspicaz sobre a condição humana.
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