Uma obra de arte literária que desafia a forma e celebra a vida em todas as suas complexidades. - The Guardian
“Como ser as duas coisas” é uma obra-prima da aclamada Ali Smith, que desafia as convenções narrativas ao entrelaçar duas histórias aparentemente díspares em uma tapeçaria literária rica e inovadora. De um lado, acompanhamos George, uma adolescente contemporânea que lida com a dor avassaladora da perda de sua mãe, navegando por um mundo que parece ter perdido o sentido. Sua jornada é um mergulho profundo na memória, na identidade e na complexidade do luto.
Paralelamente, somos transportados para a Itália renascentista, onde a vida e a arte do pintor Francesco del Cossa ganham vida. Sua perspectiva singular sobre a criação, a beleza e a efemeridade da existência se contrapõe e, ao mesmo tempo, dialoga com a experiência de George. Smith habilmente explora a dualidade da vida – alegria e tristeza, passado e presente, arte e realidade – convidando o leitor a refletir sobre como essas forças moldam nossa percepção e nossa capacidade de ser.
Com uma prosa lírica e uma estrutura engenhosa, o romance pode ser lido em duas ordens diferentes, oferecendo uma experiência única a cada vez. É uma meditação profunda sobre a arte como forma de imortalidade, a natureza do tempo e a busca incessante por significado em meio à impermanência. Uma leitura que ressoa com a alma e provoca o intelecto, "Como ser as duas coisas" é um convite à introspecção e à redescoberta da beleza nas conexões mais inesperadas.
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