
Uma reflexão existencial profunda e corajosa sobre a vida, a morte e a complexidade da alma humana. - Jornal O Globo
Em "Cloro", Alexandre Vidal Porto nos mergulha na mente de um homem recém-falecido, que se encontra em um limbo existencial, refletindo sobre a vida que deixou para trás. Com uma honestidade brutal e uma melancolia pungente, o protagonista revisita seus erros, fraquezas e as complexas circunstâncias que moldaram sua jornada. Ele confronta a imagem que os outros tinham dele – a de um "canalha" – e busca compreender a verdade por trás de suas escolhas e de sua própria identidade.
Dividida em duas partes, "Eu" e "Os Outros", a narrativa explora as profundezas da psique humana, desvendando as camadas de um passado marcado por amores, desilusões e a busca incessante por um sentido. Desde as memórias de infância em Cananeia até os relacionamentos mais íntimos, como os com Emílio, Artemísia e Débora, cada capítulo é um fragmento de uma vida examinada postumamente.
Este romance é uma meditação poderosa sobre a mortalidade, a memória e o legado que deixamos. É um convite à introspecção, questionando o que realmente define uma pessoa e como as percepções alheias podem distorcer ou revelar a essência de quem somos. Uma obra que ecoa a fragilidade da existência e a eterna busca por redenção, mesmo após o fim.
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