
Uma meditação poética sobre a memória, a perda e a capacidade humana de se adaptar ao inevitável. - O Estado de S. Paulo
Alto do Oeste, uma cidade no coração do Cerrado, sucumbiu misteriosamente a um lago no início do século, em um processo lento e inexorável que expulsou seus habitantes. Anos depois, uma seca implacável revela as ruínas submersas, trazendo à tona os vestígios fossilizados de uma vida que se foi. Kênia Lopes, uma antiga moradora, sente um chamado irresistível para fotografar essa cidade fantasma.
Sua jornada é mais do que um registro visual; é uma busca por respostas, uma tentativa de compreender o que faziam as pessoas enquanto seu mundo se desintegrava. Aline Valek nos convida a uma reflexão profunda sobre memória, perda e a resiliência humana diante de um "pequeno apocalipse" que se desenrola em dias normais.
Entre as paredes corroídas e os objetos esquecidos, Kênia desvenda não apenas a história de Alto do Oeste, mas também as camadas de sua própria identidade e a complexidade das relações humanas. Uma narrativa envolvente que explora a fragilidade da existência e a força das lembranças que persistem mesmo após o desaparecimento físico.
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