
por Paulo Leminski
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Uma obra-prima da literatura brasileira de invenção, um clássico que desconcerta e ilumina. - Crítica Literária Brasileira
“Catatau” é uma obra-prima da literatura brasileira de invenção, um "romance-ideia" de Paulo Leminski que desafia as fronteiras da narrativa. A trama onírica transporta o leitor para o Pernambuco holandês do século XVII, onde o renomado filósofo René Descartes, ou Cartésio, se vê confrontado com a exuberância caótica da natureza tropical e os costumes indígenas.
Diante desse cenário inusitado, a razão cartesiana do filósofo começa a naufragar. Após uma experiência com uma erva local, Descartes mergulha em um monólogo interior delirante, questionando sua própria existência: "Duvido se existo, quem sou eu se esse tamanduá existe?". Leminski, com maestria, parodia as narrativas de viajantes e emprega recursos do Concretismo e do Tropicalismo para criar uma fábula radicalmente inovadora.
Este texto experimental é uma profunda reflexão sobre a identidade brasileira, a colisão de culturas e a fragilidade da lógica ocidental frente ao inesperado. Uma jornada lúdica e filosófica que se firma como um dos grandes explicadores do Brasil, convidando o leitor a uma experiência literária única e transformadora.
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