
Uma exploração assombrosa e comovente das memórias familiares e dos laços que nos prendem, com uma prosa que ecoa na alma do leitor. - Revista Literária
Em "Casa de família", Paula Fábrio tece uma narrativa intrincada e profundamente psicológica, explorando os labirintos da memória e as complexidades das relações familiares. A história é contada através de uma voz espectral, um fantasma que, mesmo após a morte, permanece preso às lembranças de um lar e de uma mulher que o detestava. Essa entidade sem corpo revisita um passado carregado de ressentimentos e silêncios, observando a vida que continua e os ecos de um tempo que se recusa a desaparecer.
Com uma estrutura não-linear, o livro salta entre diferentes datas – de 1983 a 2019 – revelando fragmentos de uma convivência marcada por incompreensões e mágoas não ditas. O leitor é convidado a montar esse quebra-cabeça temporal, desvendando os segredos que moldaram os destinos dos personagens e a persistência de sentimentos que transcendem a própria existência. A autora constrói um retrato pungente da solidão, da busca por reconhecimento e da forma como os laços familiares, mesmo quando rompidos, continuam a influenciar o presente.
Paula Fábrio oferece uma reflexão poderosa sobre o que significa pertencer a uma família, os papéis que desempenhamos e os fantasmas que carregamos. É uma obra que convida à introspecção, mergulhando nas profundezas da alma humana e questionando a natureza da memória e do perdão. Uma leitura envolvente para quem busca uma experiência literária rica em emoção e significado.
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