
"Uma meditação profunda e poética sobre a essência da criação artística." - Le Monde
Nesta carta perspicaz, o renomado poeta Rainer Maria Rilke mergulha na obra e no processo criativo do pintor Paul Klee. Escrita em 1921, a correspondência revela a profunda admiração e compreensão de Rilke pela arte de Klee, destacando a singularidade de sua abordagem e a intrínseca musicalidade presente em seus desenhos.
Rilke explora a "fuga do acontecimento" e a "renúncia" que caracterizam a criação artística de Klee, comparando-a à luta de Cézanne. Ele observa como Klee, "ébrio de ausência", consegue transformar a privação em uma superabundância de formas, traçando uma "última curva de vida na margem totalmente pura da folha".
A carta é um testemunho íntimo da capacidade de Klee de permanecer atento aos seus dons, resistindo a meios de expressão que não alcançam a exatidão desejada. Rilke, com sua sensibilidade poética, capta a essência da existência artística de Klee, oferecendo uma análise que transcende a mera crítica de arte, tornando-se uma meditação sobre a própria natureza da criação e da percepção. Indispensável para amantes da arte e da literatura.
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