
Uma obra-prima da literatura brasileira, que nos faz caminhar entre a história e o mito com uma sensibilidade ímpar. - Jornal O Globo
Em "Caminhando com os Mortos", Micheliny Verunschk tece uma narrativa poética e pungente que mergulha nas profundezas da memória e do legado traumático do sertão brasileiro. Acompanhamos Celeste, uma jovem mulher cuja existência parece intrinsecamente ligada aos ecos de um passado violento e às vozes dos que já se foram. Através de uma prosa lírica e envolvente, a autora explora as cicatrizes deixadas pela Guerra de Canudos, um conflito brutal que ressoa até os dias atuais na paisagem e na alma de seus descendentes.
A obra transcende a mera reconstituição histórica, transformando-se em uma meditação sobre a identidade, a ancestralidade e a forma como o passado molda o presente. Verunschk constrói um universo onde o real e o mítico se entrelaçam, e os "mortos" não são apenas lembranças, mas presenças vivas que guiam e assombram os passos dos vivos. É um convite à reflexão sobre a resiliência humana diante da adversidade e a busca por sentido em um mundo marcado por perdas e esquecimentos.
Com uma linguagem que evoca a beleza árida do sertão e a complexidade de suas gentes, "Caminhando com os Mortos" é uma experiência literária intensa e inesquecível. Micheliny Verunschk, vencedora do Prêmio Jabuti, entrega um romance que é ao mesmo tempo um lamento e um canto de esperança, revelando a força da memória como ferramenta de resistência e transformação. Uma leitura essencial para quem busca uma obra que dialogue com a história e a alma do Brasil.
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