Jodi Dean nos propõe a camaradagem como resposta. Este livro nos lembra de que somos diversos e podemos estar do mesmo lado. - Manuela d’Ávila
No século XX, a saudação "camarada" unia milhões globalmente. Hoje, na esquerda, "aliados" é mais comum, e Jodi Dean argumenta que essa mudança revela um problema central: a primazia da identidade sobre o pertencimento político. Em um ensaio perspicaz e original, Dean propõe uma teoria da camaradagem, definindo camaradas como indivíduos que se unem voluntariamente por um lado comum na luta política pela justiça.
Essa relação é forjada por disciplina, coragem e entusiasmo, transcendendo as diferenças de raça e gênero para abraçar um igualitarismo fundamental. A autora explora essa figura histórica e conceitual através de exemplos literários e históricos, como Harry Haywood, C. L. R. James, Aleksandra Kollontai e Doris Lessing, tecendo uma análise rica que entrelaça história, psicanálise e filosofia.
Dean nos lembra que a política é construída por laços e amizades, sentimentos e apostas, e que o camarada representa um indutor da experiência do comum, orientado pela fidelidade a uma verdade. Em contraste com a atomização do indivíduo no cenário neoliberal, este livro é um convite urgente ao retorno da camaradagem como força vital para a solidariedade e a transformação do mundo.
Faça login para compartilhar sua opinião com a comunidade
Seja o primeiro a avaliar este livro